16 Jun
Por: Eduardo Beltrame em: Generalidades, Tecnologia
Estava passando pelo blog Impressão Digital, quando vi um post sobre a saga do primeiro iPhone destravado no Brasil, que tinha como origem um texto publicado no Webinsider. Esta proeza foi feita por Bruno Masi, sendo que ele foi o segundo do mundo. O americano - Geo Hot - que desbloqueou o primeiro, contou com a cooperação do Bruno. Achei incrível!!! Um brasileiro foi o segundo do mundo a desbloquear o, ainda hoje, tão falado iPhone. E tem gente que ainda duvida da capacidade do brasileiro. Bruno também foi o primeiro em todo a desbloquear um iPhone 3G, como ele contou numa entrevista ao blog De Repente.
Lendo um pouco mais sobre a história de Bruno Masi e como ele aproveitou esta oportunidade, vemos que, de certa forma, isto é uma característica do povo brasileiro. Temos talento e capacidade de sobra para aproveitar as circunstâncias que a vida nos apresenta e transformar em algo bom e que gere frutos. Basta para isso o governo não atrapalhar. E infelizmente é o que ele vem fazendo… mas ainda assim sabemos contornar todas dificuldades para no final, chegarmos a algo bom.
Brincando de gato e rato: a incrível história do destravamento do iPhone no Brasil, em conjunto com o primeiro no mundo.
Por
Quando eu me dei conta da importância - histórica, até, falo como historiador - daquele depoimento, já estávamos no meio do relato e o registro ficaria incompleto.
Quem me passou o contato do Breno Masi foi o Cazé Peçanha, que é uma das milhares (literalmente) de pessoas que pagou para o Breno desbloquear o iPhone dele. Mas eu não fazia ideia da história que ele contaria no MobileCamp, deixando todos os presentes hipnotizados por mais de 40 minutos.
Eita… faz tempo que não escrevo nada por aqui!
Tirando a poira, e ouvindo as buzinas lá fora, faço uma constatação: Floripa é a segunda pior cidade do mundo em mobilidade urbana em grande parte por culpa dos mal motoristas que infelizmente são a maioria. Parecem que todos tiraram a carteira por e-mail ou telefone. Impressionante!!! Não respeitam regras básicas, não respeitam a sinalização, não estão nem ai para os pedestres, os pedestres se acham os donos da rua e por ai vai. Um verdadeiro caos. Pior só mesmo na India!!!!
Uma regra básica que não é respeitada em nenhum semáforo em horário de pico e que muito atrapalha: não se deve bloquear um cruzamento!!! Simples assim!. Mas os apressadinhos e egoístas motoristas de Florianópolis insiste em avançar o sinal enquanto a fila a sua frente esta parada. Assim, acaba criando um congestionamento no outro sentido sendo que a via estaria livre, se não fossem esses imbecis. E geralmente são esses motoristas que atrapalham o transito, que ficam businando que nem alucinados deixando todos malucos.
E agora José? Inventaram até marcha da maconha!!! Aqui em Floripa vai ser na Beiramar, ponto de encontro para as manifestações mais eloqüentes do Brasil. Tem gente querendo prender todo mundo, o que não seria má idéia. Estou para ver marcha pela educação, pela cultura, marcha pela leitura, pela música… mas isso não atrai a midia nem o interesse do povão que só quer saber de cerveja gelada, futebol e baixaria.
Agora pensando por outro lado, o lado da legalização da maconha e afins, talvez esta seja a solução. Porque não liberar tudo, desde um simples baseado até o crack, taxando com vários impostos estes produtos e assim ganhando um bom dinheiro para investir em centros de saúde e de recuperação de drogados? Com isso, acabaria o tráfico e toda violência que vem junto, e os traficantes passariam a ser “empresários” que pagam impostos. E outra… sendo legalizada, quero ver um pai de familia viciado ter coragem de ir de cara limpa comprar cocaína na banca da esquina em pleno meio dia. Duvido!!!
Ahhh… mas nenhum traficante vai pagar imposto!!! Garanto que vai! Afinal como todo bom brasileiro sabe, se tem algo que funciona no Brasil é a fiscalização da Receita Federal, e sem tem alguma coisa que realmente dá cadeia para o cidadão comum não político (além de não pagar pensão alimentícea) é sonegar impostos.
23 Apr
Por: Eduardo Beltrame em: Comportamento, Escotismo, Generalidades
Mais uma vez trago o texto escrito por outros… mas pelo menos assim acabo postando algo de interessante aqui. Hoje, dia 23 de abril, é do escoteiro. Então aproveito e transcrevo a carta escrita pelo presidente da UEB/SC e enviada a todos escoteiros, nos parabenizando pelo nosso dia. Se houvesse mais pessoas como os escoteiros no mundo, garanto que estaríamos numa melhor. Uma vez escoteiro… sempre escoteiro!
“Se quisermos que nossos jovens sejam felizes na vida, devemos fazer com que assimilem o costume de praticar o bem ao próximo, além de ensinar-lhes a apreciar as coisas da natureza”, Baden Powell, fundador do Escotismo.
O escotismo tem por princípio, proporcionar desenvolvimento físico, moral, intelectual, o trabalho em equipe, trabalho voluntário e, principalmente a boa-vontade, além de incentivar o espírito internacional, ou seja, sem fronteiras de credo, raça ou castas. Resumindo, a Lei do Escoteiro estimula o jovem a ser um verdadeiro cidadão, honrado, leal, útil, amigo, cortês, bondoso e organizado.
Atualmente existem mais de 30 milhões de escoteiros espalhados pelo mundo, praticando boas ações e aprimorando o caráter e a formação de cada um dos participantes.
A idéia desse movimento grandioso nasceu do gosto pela aventura e pela natureza de um inglês, nascido em 1857, Robert Stephenson Smith Baden Powell. Por volta de 1876 ele ingressou na carreira militar e teve oportunidade de conhecer muitos países e diversos povos e suas culturas, que permitiram-lhe aprimorar habilidades, coragem e técnicas. Foi durante a Guerra do transval, em 1899, que Baden Powell treinou os homens da cidade para diversas tarefas e, a partir desse episódio, criou o Escotismo. Escreveu um livro, intitulado (Subsídios para Reconhecimento) e que acabou fazendo sucesso, não apenas no meio militar, mas, sobretudo, junto aos adolescentes da época. Em 1907 resolveu fazer um acampamento para jovens de 12 a 16 anos, na Ilha de Brownsea e dessa experiência nasceu uma espécie de manual do escotismo, chamado “Escotismo para Rapazes”. No outro ano, organizou e fundou o Movimento Escoteiro e que se espalhou pelo mundo. Em apenas dois anos, já existiam 123 mil escoteiros. No ano de 1912, a Coroa Inglesa, reconheceu sua importância, principalmente, durante conflitos mundiais.
O Escotismo chegou às terras brasileiras pelas mãos de um oficial da Marinha do Brasil, Amélio Azevedo Marques, em 1910, impressionado com o novo método de educação complementar, criado por Baden Powell, ingressou seu filho Aurélio, num grupo escoteiro local (ele tornou-se o primeiro escoteiro brasileiro). Em 14 de junho de 1910 foi introduzido no Brasil, no Rio de Janeiro, no Centro de Boys Scouts do Brasil e a partir de 1914, surgiram vários núcleos, entre eles a ABE – Associação Brasileira de Escoteiros, em São Paulo. No ano seguinte, já existiam vários agrupamentos espalhados por quase todo o território brasileiro e sendo considerado como Utilidade Pública.
Em 1920, foi realizado, na Inglaterra o I Acampamento Internacional (Jamboree), onde 20 mil jovens, de 32 países compareceram aclamando Baden Powell, como Chefe Escoteiro Mundial (ele faleceu em 1941, em Nairobi, África depois de imensos serviços e grande dedicação ao seu sonho).
O Escotismo no Brasil, ganhou força, em 1924, quando foi fundado no Rio de Janeiro, a UEB – União dos Escoteiros do Brasil, e se consolidou de fato, até meados da década de 50. Hoje somos 60 mil membros no efetivo nacional e 5,2 mil em Santa Catarina.
Em nome da Direção Regional, cumprimentamos a todos os integrantes do Movimento Escoteiro. Lobinhos e Lobinhas, Escoteiros e Escoteiras, Sêniors e Guias, Pioneiros e Pioneiras, Escotistas e Dirigentes, atuais e ex-membros, pela passagem do Dia do Escoteiro.
Sido Gessner Jr
Dir. Presidente UEB/Santa Catarina
Preguiça é uma porcaria…
Ultimamente não tenho escrito muito aqui no meu Blog por pura e simples preguiça. Não é falta de vontade. É falta de atitude mesmo. Penso em escrever sobre tudo, mas acabo não escrevendo nada. Mas vou sair desta letargia e voltarei a escrever mais aqui.
O importante é não desistir e seguir em frente! ![]()
01 Apr
Por: Eduardo Beltrame em: Artigo, Comportamento, Engenharia
Artigo publicado na seção Três Minutos no site do engenheiro Ênio Padilha. Como diz ele, a culpa deste descrédito da arquitetura e principalmente da engenharia é culpa nossa, dos profissionais que não nos valorizamos e também não sabemos cobrar atitudes dos conselhos e associações. Precisamos acordar e nos unir para assim sermos mais valorizados pela sociedade.
O QUE É QUE A ENGENHARIA E A ARQUITETURA TÊM A VER COM ISSO?
O governo federal lançou nesta semana um plano para construir um milhão de residências para famílias com renda entre um e dez salários mínimos.
É um plano ambicioso. O ministro falou em 60 bilhões de reais injetados na economia. Parece um projeto animador para a economia.
Mas ontem eu ouvi um engenheiro dizer que “isso aí não vai mudar nada para a engenharia”, pois as obras são pequenas e acabarão sendo feitas por mestres de obra, com a consultoria de balconistas das lojas de material de construção.
Projetos, se houver, serão daquele tipo: feitos por ghost designers e assinados por caneteiros de plantão. Muitos engenheiros e arquitetos olham pra isso tudo com desdém, como a dizer “isso daí não é engenharia!”, “não se aplica à arquitetura”
Como não? Que pensamento pequeno! Que visão curta!
É por conta desse tipo de ponto-de-vista que os serviços de Engenharia e de Arquitetura são tão mal recebidos em certos mercados.
Infelizmente muitos engenheiros e arquitetos acreditam que obras menores não se beneficiam da Engenharia e da Arquitetura. Trata-se de um erro conceitual. Um problema de visão reduzida.
Tomemos uma pessoa (um potencial cliente) que disponha de R$ 100.000,00 para construir uma residência. Ela tem dois caminhos a seguir: o caminho “A” e o caminho “B”.
Comecemos pelo caminho “B” que, por ser o mais torto e o mais incorreto, é também o mais popular.
Essa pessoa faz, ela mesma, um desenho da planta da casa. Ou, então, pede para alguém fazer pra ela. É aí que entra o tal do ghost designer: geralmente um desenhista que fez um cursinho no básico, ou nem isso. Com o tal desenho, procura-se um acobertador – nome dado ao profissional de engenharia ou arquitetura que empresta seu nome e seu título profissional para tornar legal um trabalho feito por terceiros, também chamado de “assinador de planta” ou simplesmente “caneteiro”. Com esse caminho tem-se um “investimento” de, digamos, R$ 1.000,00 em “engenharia” e “arquitetura”.
A planta, devidamente assinada por esse profissional ordinário, é aprovada pela prefeitura. Inicia-se a obra, que vai ser feita exatamente de acordo com a vontade do proprietário e os conhecimentos do pedreiro, com a consultoria dos vizinhos e dos balconistas das lojas de material de construção.
Essa maneira de gastar o dinheiro resulta em uma obra com, digamos 90 ou 100 m2, trêsquartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço, garagem, que custa R$ 100.000,00.
Se o terreno vale uns 30 mil, o patrimônio resultante valerá, se posto à venda, R$ 130.000,00.
Vamos ver, então, o caminho “A”, que começa pela contratação de um arquiteto, que irá fazer um projeto ajustado à realidade do cliente, otimizando espaços, garantindo uma boa ventilação, observan-do a posição do sol, explorando recursos estéticos como janelas, telhados e varandas. Depois, deve seguir-se a contratação de um engenheiro, que fará os projetos complementares (estrutural, hidro-sanitário, elétrico). Fará o dimensionamento correto dos materiais a serem utilizados, além de organizar a obra, promovendo racionalização e economia. Muita economia.
O custo de um arquiteto + um engenheiro é, digamos, R$ 5.000,00. Com os R$ 95.000,00 restantes, por este caminho “A”, teremos, como resultado, uma obra que custará os mesmos R$ 100.000,00. Porém, essa casa, com os recursos da arquitetura e da engenharia, terá os 90 ou 100 m2 muito melhor aproveitados, do que os da casa do “plano B”. Talvez até uns 110 m2.
E, além dos três quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e garagem, poderá ter, por exemplo, uma vaga a mais na garagem, uma churrasqueira, uma varanda, um telhado mais bonito… Se for construída no mesmo terreno de 30 mil, esse patrimônio resultante valerá – aí é que vem a surpresa –, pelo menos, uns R$ 150.000,00.
Exagero? Não! Os números estão corretos. E as provas estão por aí nos bairros, nos loteamentos e nas planilhas de custos…
É verdade: com Engenharia e Arquitetura a obra custa menos e vale mais!
Por que, então, se é tão simples assim, a maioria das pessoas faz a coisa do jeito errado? Por que as pessoas preferem a equação desenhista + pedreiro = obra + cara e sem valor agregado e não a equação engenharia + arquitetura = obra barata e mais valiosa?
Por três razões: primeira: nem tudo o que é óbvio é ululante! A maneira certa quase sempre é a maneira mais difícil de ser entendida e acolhida.
Segunda, porque essa escolha exige visão de médio e longo prazo e a maioria dos clientes dessa faixa de renda só consegue enxergar até o fim do mês. Cabe ao profissional ajudá-lo a ampliar esse horizonte.
A terceira razão (esta sim, importante) é a seguinte: “Os serviços de engenharia e de arquitetura encabeçam a lista dos produtos mais mal vendidos do Brasil”. As relações de mercado entre arquitetos/engenheiros e os seus clientes constituem uma “torre de babel” em que os profissionais querem vender coisas que os clientes não sabem que precisam, e os clientes precisam de coisas que os profissionais não consideram importantes e, portanto, não disponibilizam.
Nosso discurso de mercado é desorganizado e inútil. Temos de aprender a insistir na tecla de que Engenharia e Arquitetura não tornam a obra mais cara. Tornam a obra mais valiosa.
Porque não custa mais caro colocar a casa num lugar melhor do terreno, melhorando a circulação externa, aumentando a segurança e valorizando o patrimônio resultante; Não custa mais caro fazer a casa mais bonita, com janelas e portas localizadas de forma harmoniosa e elegante; Não custa mais caro posicionar a casa de tal maneira que o sol alcance os quartos pela manhã e que a circulação do vento seja mais agradável
Não custa mais caro (pelo contrário, custa até mais barato) não exagerar nas fundações da casa por falta de cálculos que garanta a segurança da construção e a economia do dinheiro do proprietário.
Em resumo: não custa mais caro aplicar Arquitetura e Engenharia na construção de uma casa, por menor que ela seja.
Este plano do governo federal de construir um milhão de residências é uma grande oportunidade de a Engenharia e a Arquitetura fazer o país mudar seus conceitos
Entidades de classe precisam se mobilizar. Os Creas precisam encontrar os caminhos para se integrar nessa operação (que já está em curso). O Confea deve promover audiências públicas em todo o país, para fomentar essa discussão.
Isso tudo é URGENTE!
Temos mais do que uma oportunidade. Temos um milhão de oportunidades. Um milhão de cavalos encilhados passando no nosso caminho.
ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br
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